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quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Lousã-Orçamento de Viagem


Uma das tarefas que eu me comprometi a fazer no blog era publicar um orçamento de viagem para todas as escapadelas do ano.
O orçamento de uma viagem é um dos parâmetros mais importantes para a escolha de um destino, e portanto é essencial saberem quanto se gasta.
A viagem teve a duração de dois dias, e os preços que vão ser apresentados referem-se ao valor por pessoa.

A Viagem de Carro

O itinerário que fizemos foi de nossa casa até Aigra Velha, depois a vista a todos os locais de interesse e volta para a Praia da Tocha. 

Gastos em portagens: 8€ no total (2€ por pessoa)

Gastos em gásoleo: 25€ no total (6,25€ por pessoa)


O Alojamento

Ficámos alojados duas noites na Casa Banda de Além, localizada no concelho de Góis em plena aldeia de xisto de Aigra Velha. Por sermos 4 pessoas, foi possível economizar no alojamento, logo o preço total no alojamento por duas noites foi 160 euros.

Gasto em alojamento: 160€ no total (40€ por pessoa)

Alimentação

Podemos dizer que fizemos 3 refeições principais (2 almoços e um jantar) e dois pequenos-almoços. Tendo em conta, que só almoçámos no sábado fora e o jantar e o almoço de domingo foi feito por nós, ajudou a economizar.

Gasto em Pequeno-Almoço: 20€ no total (5€ por pessoa)

Gasto no almoço no Restaurante a Teia: 20€ no total (5€ por pessoa)

Gasto no jantar e no almoço em casa: 40€ no total (10€ por pessoa)

Gasto nos pasteis no Talasnal: 2€ no total (0.50€ por pessoa)

Gasto nos bolinhos no Candal: 5€ no total (1.25€ por pessoa)

Orçamento Final

O total da viagem por pessoa foi cerca de 70 euros por pessoa, numa viagem para quatro pessoas. Sendo quatro pessoas, permitiu-nos economizar e chegar a um preço simpático. Isto para um fim de semana espetacular, com refeições (muitas delas fora), alojamento de qualidade e transporte com portagens.
Como vêm por menos do que imaginam conseguem viajar, e dinheiro não é desculpa para deixar de conhecer este mundo maravilhoso. 
Aconselho a todos a conhecerem este pequeno e doce pedaço de Portugal!

Eu já me perdi na Serra da Lousã. E tu, também te queres perder?

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Lousã- Roteiro de um fim de semana



Como já vos tinha dito, janeiro seria para o Perdido Pelo Mundo, um mês calmo com uma única e curta escapadinha no nosso belo país. A zona escolhida, foi a Serra da Lousã, um local calmo, relaxante, onde as "montanhas de amor" se misturam com a simpatia, a beleza, as cores e os sentidos das aldeias de xisto.

Eu gostei imenso de todas as aldeias que visitei e acho que um fim de semana servirá apenas para conhecer superficialmente esta zona fabulosa no nosso país, certamente terão vontade de lá voltar. Depois de ter ficado rendido a este pequeno encanto no centro de Portugal, venho vos publicar a minha sugestão de roteiro para um par de dias na Serra da Lousã.

Roteiro de Viagem à Serra da Lousã

O primeiro dia começou bem cedo, fizémo-nos à estrada e dirigimo-nos em direção ao interior. A nossa primeira paragem foi a aldeia de Gondramaz. É muito arranjadinha, bonita, modesta e simpática. Esta aldeia, é um dos locais onde pode ficar hospedado e foi nomeada para o concurso das melhores aldeias de Portugal. Gondramaz impressiona, tanto pela palavra amiga de toda a gente e por ser tão simples, tão acolhedora.




Depois de termos visitado esta maravilha no concelho de Miranda do Corvo, fomos almoçar ao Restaurante A Teia, que recomendamos, porque fora das aldeias de xisto, é muito mais barato. Numa refeição, com entradas, sopa, prato principal e sobremesa por cerca de 5 euros por pessoa.

Quando já estávamos com as energias renovadas, fomos à descoberta das aldeias do concelho da Lousã. Existem bastantes, e nós visitámos grande parte delas, exceto a Cerdeira, que foi a única que não tivemos essa oportunidade, devido à escassez de tempo. O Chiqueiro foi a primeira que visitámos, que  é famosa, pela sua entrada, onde estão as letras do projeto de um grupo anónimo "Isto é Lousã", e claro foi lugar de inúmeras fotos.  A aldeia em si é simples, pequena e acolhedora. Embora não  a tenhamos amado, sem dúvida tem o seu carisma e claro, a sua beleza. O xisto e as plantas da aldeia, fazem um contraste maravilhoso.



Depois da simplicidade da aldeia do Chiqueiro, fomos até à mais famosa, a mais visitada, a mais falada e para mim, a mais bonita, o Talasnal. Para além da beleza já evidente nesta aldeia serrana, o seu toque romântico, designado "Montanhas de Amor", sente-se e vê-se em muitos locais. No xisto predominante em todas as construções, já se encontra diversos alojamentos, tabernas, lojas de recordações e muito mais turismo. E claro, como a gastronomia também conta, existe o Restaurante Ti Lena, um ótimo pretexto para lá ir, mas é necessário a marcação antecipada. Também temos as queijadinhas do Talasnal, essas sim provámos e recomendamos.




Bem pertinho do Talasnal está o Casal Novo, que para nós foi a menos interessante de todas. O melhor foi sem dúvida a vista para a serra, mas não acho que seja uma das paragens obrigatórias numa estadia curta por estes lados.




Já perto do fim do dia, fomos visitar a última aldeia, o Candal. Recebeu-nos iluminado, com as suas luzinhas, que foi um cenário perfeito. Fizemos uma visita rápida, porque já estava próximo da noite, e lanchámos um bolinho no café Sabores da Aldeia. Foi uma das que mais gostei, e se calhar por ter sido visitada nesta altura do dia, deu-lhe um toque especial.





Neste dia, restou-nos ir até a Aigra Velha, onde ficámos hospedados na Casa Banda de Além, que recomendamos profundamente.

O amanhecer na Lousã é lindíssimo! Abrimos as janelas, olhámos para a frente e depará-mo-nos com uma paisagem soberba. Descansámos muito no dia anterior, pois nesta manhã íamos puxar muito pelos músculos pois íamos fazer uma grande caminhada, de 4 horas, onde atravessaríamos todas as aldeias de xisto do concelho de Góis, Aigra Velha, Pena, Comareira e Aigra Nova.




Começámos por explorar a pequena aldeia de Aigra Velha. Esta é muito pequena, e a casa onde ficámos é uma das três únicas habitadas. Fomos explorar as ruas , ver as fontes e contemplar as vistas neste paraíso serrano.




Depois apanhámos o trilho que iria até à aldeia da Pena. Pelo caminho, sente-se o verde da floresta, ouvindo a água a correr, o sossego reina neste lugar! Éramos os únicos que estávamos a percorrer este trilho maravilhoso.




Quando chegámos à aldeia da Pena, ficámos radiantes com a simples beleza e honestidade. Gostámos, principalmente da sua identidade, pela vista para os penedos de Góis e pelas suas ruas estreitas.  A Pena é  simples, modesta e fantástica.





Prosseguindo com a caminhada, fomos em direção à aldeia da Comareira. Esta parte do repercusso, para além de ser a mais longa, é também a mais bela. Vale muito a pena ver as paisagens serranas e poder inspirar o ar puro, sossegar a mente e relaxar.




Quando chegámos à Comareira, foi uma agradável surpresa. Bastantes amigos de quatro patas foram ter connosco, e nós adorámos a companhia. Pode ser das aldeias mais pequenas, mas foi das mais genuínas, alegres e que nos marcou bastante pela alegria do seu povo (fauna). 





Continuando a percorrer o trilho maravilhoso, faltavam apenas 20 minutos para chegar a Aigra Nova. Pelo caminho, as marcas das aldeias de xisto, em que nos sentíamos uns verdadeiros exploradores desta zona fantástica. 



Quando chegámos a Aigra Nova, depará-mo-nos com um visual deslumbrante. Uma aldeia mais desenvolvida, com algumas lojinhas e um restaurante. Mas à semelhança de quase todas as outras, não tinha vida humana, apenas uns cães e cabras que estavam a rondar e que por acaso nos levaram pelo trilho até casa. Aigra Nova é fabulosa, e dos principais pontos de interesse, destaca-se a  Poça dos Bois. 





No final desta curta visita, fomos na direção de casa, onde almoçámos perto das 2 horas da tarde. Descansámos um bocadinho da dura caminhada, tomámos um duche pois a parte da tarde já estava reservada a uma visita.


Depois de almoço, fomos até ao Castelo da Lousã, um fabuloso local, perto da Praia Fluvial da Nossa Senhora da Piedade e do Santuário de Nossa Senhora da Piedade. Lá, encontramos um dos baloiços, que está no top 13 dos mais bonitos baloiços do mundo. É fabuloso e claro, um outro motivo para  ir a este local é almoçar no restaurante O Burgo, eu não fui devido à necessidade de marcação antecipada.


Logo a seguir, fomos em direção ao local mais turístico da Lousã, o Alto do Trevim, para assistirmos ao pôr-do-sol magnífico. O baloiço é maravilhoso, mas acho que o excesso de pessoas no local faz com que se torne menos bonito. Mas, não deixa de ser espetacular, o pôr-do-sol é surpreendente e baloiçar com uma vista infinita para a serra é espantoso. Não há mais palavras para descrever a beleza deste local, mas claro imagens há muitas.





Foi doce descobrir mais um pequeno encanto em Portugal, e quanto mais viajo mais me apercebo que o país mais bonito do mundo é mesmo o nosso. E que gastando pouco dinheiro podemos conhecer locais fantásticos, como a Serra da Lousã. Mas quanto ao dinheiro, em breve sairá o orçamento de um fim de semana na Serra da Lousã.

Eu já me perdi na Serra da Lousã, e tu também te queres perder?

domingo, 30 de dezembro de 2018

Quem eu sou?


Olá, o meu nome é Gustavo, tenho 14 anos e sou um adolescente "viciado" em viagens, e sempre que posso parto à descoberta de cada canto do mundo. A vontade de viajar que eu possuo é tão grande que não consigo representá-la. Viajo desde pequeno, principalmente por Portugal e Espanha, mas a partir do momento que fiz, pela primeira vez, uma viagem intercontinental, parece que levei uma injeção para amar viagens.
Para além de viagens, adoro escrever, cantar, fotografia, andar de bicicleta, tecnologias e viagens (já disse mas é para reforçar a ideia)
Das viagens, fica-me sempre os relatos da cultura existente, as paisagens soberbas e os monumentos grandiosos das cidades. Tenho uma bucket list enorme, que acredito muito que seja concretizada.


Decidi criar um blog, para alimentar as minhas grandes paixões, para contar os meus relatos de aventuras, ajudar pessoas na planificação de roteiros de viagem e principalmente, para demonstrar que este meu hobbie favorito não é "caríssimo", e que é possível conhecer locais novos com pouco no bolso e sem gasóleo no carro.
O nome do blog, tem um sentido como em tudo na vida. Perdido pelo Mundo, por diversas razões, pela minha apetência em perder coisas em todo o lado, e por estar perdido neste mundo tão imenso, com tanto para descobrir.
E como não poderia deixar de ser:

Eu já me perdi pelo mundo, e tu também te queres perder?

Lousã-Orçamento de Viagem

Uma das tarefas que eu me comprometi a fazer no blog era publicar um orçamento de viagem para todas as escapadelas do ano. O orçamento...